Único carioca do grupo, Magrão nasceu em 26 de outubro , filho de Theophilo Salim e Wanda Medeiros. Sua mãe foi casada mais tarde com dois músicos que muito o influenciariam. Zequinha, falecido em 1969, conhecido como Rei do Frevo, e o trumpetista Edgar Cavalcanti, o Barriquinha. Foi Edgar quem ensinou a Magrão a teoria musical e a importância da disciplina na formação do músico. Ao perceber o interesse do enteado por violão, indicou-lhe bons professores. Quando completou 18 anos, sua mãe lhe deu uma guitarra de presente."Era uma guitarra Sonic com o amplificador Ipame. Eu delirei", descreve o músico. Adorava os Beatles e viu oito vezes o filme Help !, para anotar os acordes. Participou de várias bandas, experimentou vários instrumentos e pensou em ser baterista, mas não aguentou muito temo devido à compleição frágil. Tinha 1,80 de altura e somente 50 Kg, justificando o apelido. Sentiu enorme afinidade pelo contrabaixo, eleito seu instrumento definitivo.
No final de 1970, conseguiu um bico de técnico de som do Terço. Aconteceu do contrabaixista do grupo Faya adoecer em pleno festival de Música de Juiz de Fora, em Minas Gerais, que classificava para o FIC ( Festival Internacional da Canção ).
A música defendida pelo grupo era "Casa no Campo" de Zé Rodrix, que, participou da apresentação junto com Sá e Tavito.
Foi um desespero. Sérgio Hinds, do Terço, indicou Magrão que ensaiou com Zé Rodrix, faltando minutos para entrar no palco.
A canção tirou o primeiro lugar e Magrão ficou com fama de pé quente. A dupla Sá e Guarabira foi morar em São Paulo e logo surgiu o convite para trabalhar com eles no estúdio de Rogério Duprat, especializado em jingles. Não parou mais.
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