
Bola de Meia, Bola de Gude
Milton Nascimento / Fernando Brant
Há um menino, há um moleque
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto balança
Ele vem pra me dar a mão
Há um passado no meu presente
Um sol bem quente lá no meu quintal
Toda vez que a bruxa me assombra
O menino me dá a mão
E me fala de coisas bonitas
Que eu acredito que não deixarão de existir
Amizade, palavra, respeito,
Caráter, bondade, alegria e amor
Pois não posso, não devo, não quero
Viver como toda essa gente insiste em viver
E nao posso aceitar sossegado
Qualquer sacanagem ser coisa normal
Bola de meia, bola de gude
O solidário não quer solidão
Toda vez que a tristeza me alcança
O menino me dá a mão
Há um menino, há um moleque
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto balança
Ele vem pra me dar a mão
Caçador de Mim
Sérgio Magrão / Sá

Por tanto amor, por tanta emoção
A vida me fez assim
Doce ou atroz, manso ou feroz
Eu, caçador de mim
Preso a canções
Entregue a paixões que nunca
tiveram fim
Vou me encontrar longe do meu lugar
Eu, caçador de mim
Nada a temer
Senão o correr da luta
Nada a fazer
Senão esquecer o medo
Abrir o peito à força
Numa procura
Fugir às armadilhas da meta escura
Longe se vai sonhando demais
Mas onde se chega assim
Vou descobrir o que me faz sentir
Eu, caçador de mim
Planeta Sonho
Flávio Venturini / Vermelho / Márcio Borges
Aqui ninguém mais ficará depois do sol
No final será o que não sei mais será
Tudo demais
Nem o bem nem o mal
Só o brilho calmo dessa luz
O planeta calma será terra
O planeta sonho será terra,
E lá no fim daquele mar
A minha estrela vai se apagar
Como brilhou
Fogo solto no caos
Aqui também é bom lugar de se viver
Bom lugar será o que não sei mas será
Algo a fazer
Bem melhor que a canção
Mais bonita que alguém lembrar
A harmonia será terra
A dissonância será bela
E lá no fim daquele azul
Os meus acordes vão terminar
Não haverá
Outro som pelo ar
O planeta sonho será terra
A dissonância será bela
E lá no fim daquele mar
A minha estrela vai se apagar
Como brilhou
Fogo solto no caos
14 Bis Partes I e II
(Flávio Venturini)
Nova Manhã
Flávio Venturini / Vermelho / Tavinho Moura

Para melhor a gente compreender
O que feriu sem parar e te levou
Nenhum lugar e nada para falar
O que ficou de nós dois
Não faz sentido
Procurei
Não pensar
Me tranquei, sem querer
Num lugar que nem sei
Solidão
É distante demais
Uma nova manhã
E nem sei
Quando virá
Mas virá
Era melhor a gente não conhecer
O que passou a chamar felicidade
Nenhum lugar e nada para falar
Do que ficou de nós dois
Pela cidade
Procurei ...
Já não tem mais jeito
Perdi a razão
Tudo novo corpo livre e sem sono
É como o silêncio
Que veio morar
Nesse quarto
Corpo livre e sem sono
Pra Te Namorar
Flávio Venturini / Murilo Antunes
Para sempre para renascer
O fruto da paixão
Para aquele dia que chover
Em teu coração
Baila sobre as ondas do mar
O que se cantar
Paralisa a terra e o mar
O que se calar doce amor
Chuva em teu olhar
Uma canção para te namorar
(Um girassol nasce pra te dourar)
Para sempre para relembrar
e tentar o melhor
Pararia o tempo pra te ver
Oh meu doce amor
Baila sobre as ondas do mar...
Oh doce amor
Luz do meu ser
Canta que eu quero ver
Raio de sol
Braço de mar
Tudo que acontecer
Oh doce amor
Olha no mar
Olha em meu olhar
Esquina de Tantas Ruas
Flávio Venturini / Hely / Cláudio Venturini / Vermelho
(Amigo que cantou comigo aquela canção tão fácil e nunca mais se esqueceu)
Tempo se foi
E amanhã se eu me sentir
Às vezes longe demais
Vou me encontrar
No olhar de quem vier
Cantar comigo a canção
Vivendo na velocidade
Do solo de uma guitarra
Num vôo livre pelo ar
Sonhando coisas do futuro
No meio de uma saudade
Eu e você somos iguais
Entramos por diversas portas
Esquina de tantas ruas
Mas nossa casa é uma só
Carrossel
Flávio Venturini / Vermelho / Suzana Nunes
Você vai chegar
Ao entardecer
A brilhar
Nessa luz cor de outono
Você vai lembrar
Quanto eu fui sonhar
Um país todo em flor
Numa estrela
Tanto tempo eu sei
Já se foi sem te alcançar
Carrossel
A girar em meu sonho
Vive em seu olhar
Um jardim feito em canção
Florescendo
No horizonte claro ao sol
Pedras Rolantes (Nas Ondas do Rádio)
Vermelho / Suzana Nunes / Flávio Venturini
Asa branca voando nas ondas do rádio
Fazendo ponteio prás ave-marias
A estrela d'alva, o bater do sino
Brilhando distante, perdido, divino
Companheiro do vento
Criatura da noite
Uma nuvem cigana
Olhando o tempo passar
O domingo no parque
Catavento girante
Não descobre o segredo
Que rola na espuma do mar
Chegaram pelo atlântico
Os gritos selvagens
E o belo horror nascente
Das pedras rolantes
O banquete dos mendigos
Nos campos de morango
E Lucy no céu com seus diamantes
Companheiro do vento
Criatura da noite
Uma nuvem cigana
Olhando o tempo passar
Belo Horror das cidades
Diamante celeste
Asa branca ferida
Olhando o tempo passar |